EM BUSCA DA VIDA


05/06/2006


O tempo célere como a preocupação inútil do homem
o espetáculo feito justiça em jogos da seleção
a justiça feita um espetáculo que atiça
os egos de todos os envolvidos e a morbidez dos demais
o inconfesso da punição da bela e das feras
como se fora apenas essa a questão
de tantas outras belas que nem a duvida tem direito
de tantas outras feras que tem direitos federais.
O dia nubla meu perceber, o sociólogo está distante
apenas alguém atormentado pelos olhares,
pela mídia contraditória midia onde ele também simila
o escrever nem de amor, nem de política nem de nada no fim
lembrando o velho Pessoa...acho que é melhor buscar
um cigarro na Tabacaria...
Porque do coletivo do meu país nada há
apenas a individualização...e quero Heloisa Helena
para presidente...bem bonita mas sem as estapurfudias
idéias que defende...embora ressalve que tem idéias
e as vi ao contrário dos que ninguém ve.
Mas lá vamos nós...ver suzanne, cravinhos e a justiça
tentando apagar suas injustiaças com o pais
e colocando os holofotes em cima de 3 pessoas.

Escrito por Baxo às 14h52
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14/05/2006


 

NUNCA ÉS LEMBRANÇA
 
Humberto Amancio ®
 
Como posso querer lembrar
alguém que continuo amar?
Como posso ter saudade
de alguém que ausente, vive em mim?
 
Não nunca és lembrança
porque amores verdadeiros
Não se perdem na esquina do tempo
nem nos lamentos do querer.
 
Como posso querer de ti, ausente,
querer senão o amor,
que sempre nos percorreu,
mesmo agora que só em mim percorra?
 
Dizíamos apaixonados e êxtase
dos corpos nunca extenuados
do prazer que sentíamos
que amor nada pede a não ser amor?
 
Como podes então ser lembrança
se o amor ainda bate
mesmo transformado na estrela nossa
que me dói essa ausência?
 
Não...não me dói porque
de ti nunca fui dono
apenas amor que acompanha o viver
e isso sempre foi nosso
apenas nosso?
 
Por isso te digo com esse amor sem adjetivos
sem complementos
eu te amo e te quero amando
pois no fim os amores verdadeiros se encontram,
mesmo não sendo eu o amado.

Escrito por Baxo às 10h56
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02/02/2006


E os gemidos continuam...não desse amor mas da dor do desamor....quisera e hoje sou breve ter um amor ao som dos gemidos.

Escrito por Baxo às 22h03
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13/01/2006


Ao som dos gemidos..
Humberto Amancio®
 
 
Ainda ecoa no meu ouvido
teu gozo mel-molhado
dito e gritado
de um amor que se faz
no dia a dia
como amor
e não apenas gozo.
No meio
de tudo o que é indeciso
teu gozo
mostra a decisão do corpo.
Mas eu te amo inteira
e quero sentir tua alma
a gozar junto com os corpos
o prazer desse
nosso  amor
com sabor de mel
com safadeza
com muita dança
de corpos e alma
num só amor
feito eu
 você nós!!! 

Escrito por Baxo às 09h21
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Coloquei essa poesia como parte de um sonho que não vivo mais...o viver apenas está sendo algo como o correr do tempo...sinto tudo e nada ao mesmo tempo...essa ausência da mulher em minha vida, esse desejo incontido e contido; algo que é fisico sim porque tesão por uma mulher bonita e tudo o mais são fisicos. Mas que também transcende ao fisico porque se revela desejo não do sexo apenas.Mas do que chamam as vezes bobamente de nirvana, do prazer total não enquanto apenas corpo mas sim enquanto ser humano total em uma conjunção plena com outro. Prefiro que isso seja paixão e amor. Porque não se realiza apenas na cama (ou onde for gostoso) mas sim se realiza na vida como paixão, amor, sentires os mais diferentes. E hoje é sexta feira 13....beijus prá quem ler. 

Escrito por Baxo às 09h19
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NÓS DOIS
Humberto Amancio®


Vi-te
corpo
alma
e por isso
já não sou eu
mas nós dois.

Abracei-te
corpo
alma
e por isso
já não sou eu
mas nós dois.

Beijei-te
corpo
alma
e por isso
já não sou eu
mas nós dois.

Apertei-te
corpo
alma
e por isso
já não sou eu
mas nós dois.

Senti-te
corpo
alma
e por isso
já não sou eu
mas nós dois.

Amei-te
corpo
alma
e por isso
já não sou eu
mas nós dois.

Deixei-te
corpo
alma
e por isso
já não sou eu
mas nós dois.

Vi, abracei, apertei, beijei, senti, amei, deixei
e depois escrevi este poema
que não sou eu mas nós dois.


Escrito por Baxo às 09h13
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28/12/2005


TEU SILÊNCIO DESLIZANTE

Humberto Amancio®

                                                                                                                

         Do que é feito o teu silêncio

         Esse olhar parado no ar,

         Essa ausência de movimentos

         Esse abafar cego o teu sentir?

 

         Será que é feito do momento

         Ou será produto do que não foi feito,

         Ou do que vives como agora como tormento,

         Ou do que reténs em silêncio no teu peito?

 

         Será esse silêncio o amor que foi desfeito

         Ou em conjunto com a vida em mudanças

         Ou o amor que surgiu e agora não sentes feito,

         Mesmo em sendo feito de outra forma, sem semelhanças?

 

Escrito por Baxo às 18h47
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         Seja do que for feita essa quietude

         Muito me diz vê-la assim

         Se ao mesmo tempo me dá inquietude

         Sei também que vou te amar sempre e até o fim.

Fim de ano...como diz o Millor já não basta o que lembramos ainda temos que lembrar de quem descobriu o Brasil. Aliás segundo a nova cartilha foi o Lula. Mas nada disso me incomoda agora...Essa poesia foi feita para uma pessoa muito especial em 2000. Um amor que persiste porque sabia que ia até o fim. E mesmo que hoje não mais ela acesse a Internet...é tua Sonia. E ela tem o tom do infinito e do finito...o mistério do que fica no coração como lágrima e o que a vida nos faz caminhar...Não importa para onde(embora nesta época todos digam felicidade)...A vida é inexorável com a gente: temos que ir...sempre...

 

                                                                          

Escrito por Baxo às 18h47
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24/12/2005


O PRIMEIRO TOQUE

Humberto Amancio®

Ela o toca com as pontas dos dedos,

Numa procura devassa de pontos fracos,

Sabendo que ele no primeiro toque,

Tentará penetrar seus segredos... 

Ele procura tocá-la já não mais em busca da gruta

Mas sim dos mistérios em volta dela,

Dos montes que se erguem tesos,

Das montanhas ali floridas de mel.... 

Ambos frenéticos se procuram em toques vários,

Sabendo que os dedos são a ponta do conhecer,

Ele a toca pelos montes, ela junto se toca e o ensina

E juntos se molhando nos lábios se tocam

Cada vez mais naquele monte que ela tanto conhece... 

Escrito por Baxo às 07h48
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O primeiro Toque(cont) 

E naquela descobertas de toques com os dedos

A penetra e sente a umidade que aflora

O sabor que lhe vem aos lábios

E ela sente o gosto do néctar que sai do pênis que desejava. 

Eram seus primeiros e lindos e úmidos toques

A pedir que mais toques fossem feitos

Não mais apenas com as mãos que lhes gozara

Mas com todo o corpo que os aguardava. 

E nesse imenso prazer de gozo nas mãos e bocas

Eles se preparavam gozando para outros toques

Com seus sexos sedentos um pelo outro

Na busca perfeita da penetração de ambos:

Ela engoliria seu sexo com o sexo dela

Ele penetraria o sexo dela como se a comesse.

E juntos nessa fantasia de amor

O orgasmo os percorreria inteiros

E convidaria para outros toques de gozo e prazer.

Escrito por Baxo às 07h47
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22/12/2005


EU NÃO VOU ..EU SEMPRE ESTOU.
 
Humberto Amâncio®
 
NÃO PRECISAS DIZER ...
VOU COMO O PÁSSARO QUE ENCONTRA SUA ROTA...
COMO O PEIXE QUE SOBE O RIO...
COMO A PAIXÃO QUE ACHA SEU RUMO...
COMO A CRIANÇA QUE ESPERA TEU COLO...
COMO O HOMEM QUE SONHA COM ESSE COLO...
COMO A LUA EM PROCURA DAS ESTRELAS...
COMO AS ESTRELAS EM BUSCA DO TEU BRILHO...
COMO A MANHÃ EM BUSCA DO SOL...
COMO A MADRUGADA EM BUSCA DO AMOR...
VOU ...PORQUE NO PRAZER JÁ ESTOU...
NÃO PRECISAS DIZER...
VOU CORRENDO E DELIRANDO COM O PRAZER DE TE ENCONTRAR...
E JUNTOS TERMOS DO ENCONTRO O PRAZER...
E DO PRAZER A CERTEZA DE QUE NOVOS ENCONTROS VIRÃO...
VOU PORQUE CONTIGO APRENDI...
A SER HOMEM E VOCÊ COMIGO A SER ESSA MULHER MENINA...
E VOU COMO SOMOS: UM ENCONTRO DE AMOR E DE PRAZER...
NÃO ME ESPERE...
ME SINTAS...
ESTOU CONTIGO...
DELICIOSAMENTE CONTIGO! 

Escrito por Baxo às 20h48
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19/12/2005


MÚSICA

Humberto Amancio® 

 

Assim,,,

Você chegou

sem não nem sim

apenas chegou

e eu, enfim

também te olhei,

sim,

e sem dizer não ou sim

apenas ficamos

naquele momento sim 

Assim,,,

Nem tanto assim,

mas foi assim,

que os dias ficaram

como nossos marcos

de viver assim...

Um viver diferente

onde o não e sim

eram apenas palavras

do nosso viver assim...

Escrito por Baxo às 19h01
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                                                                    Música(cont) 

Também assim...

Um dia qualquer,

Você se foi enfim,

Teu perfume, tua ilusão,

minha ilusão, enfim,

tudo o que nos fazia

eu e você em mim,

continuavam naquela ausência,

que não falava fim.

Apenas dizia as palavras da chegada:

apenas sim...

Enfim você chegara.

Em fim.

 

Escrito por Baxo às 19h00
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18/12/2005


 

EU ESTOU AQUELE

 

Humberto Amancio®

 

Não posso ser amor porque ser é definitivo

e nada na vida para nós amor é assim

apenas estamos vivendo até o infinito

essa paixão que nos consome e é nosso lenitivo

desse viver um amor sem fim,

com flores e nosso vinho tinto,

rompendo os limites do amar intransitivo

mas sabemos que nesse romper sem fim

estamos na verdade sendo finitos

de um amor que infinito por instinto

é assim eterno prazer  transitivo

desse não ser  estar sempre a fim

de sentir cada vez mais esse esse tinto

colorir de estar e não ser pois o positivo

feito nós dois sem fim

é sempre estar sermos finitos

nesse amor e nessa vida sem fim.

Escrito por Baxo às 06h11
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BRINDEMOS ÀS FUGAS

 Humberto Amancio® 

         Será que são sombras do passado

         desde já a me atribular

         como se o presente estivesse distante

         e o futuro, fim de todos, logo ali na esquina? 

         Quando se é jovem tudo parece fácil

         mas quando envelhecemos ficamos presas,

         presas fáceis de nossos sonhos

         e vivenciamos nossos pesadelos. 

         Mas será que este tempo já é chegado

         ou o tempo terá me pregado peças

         fazendo ver neste instante

         apenas as sombras do passado? 

Escrito por Baxo às 06h08
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         É madrugada e a hora é sempre essa

         que é propícia às sombras que atormentam

         ou à insônia que insiste em ser ela, insônia,

         a senhora dona de minhas noites. 

         Mas os fantasmas que passeiam na madrugada

         serão sempre os que já eram

         ou melhor olhando

   serão fantasmas do que ainda virá? 

Escrito por Baxo às 06h07
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         Não...

         Ainda não me dei conta e nem devo

         do que são essas sombras ou esses fantasmas

         porque insone ainda sei

         que melhor de tudo é fazer um brinde,

         um brinde a seco como o presente

         mas que é um brinde seja ao passado

         ou ao futuro:

         um brinde à todas as fugas. 

Escrito por Baxo às 06h07
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         Porque são elas, brindadas ou não

         que na verdade nos dizem o caminho

         que é diferente das sombras

         ou até mesmo da insônia que me domina. 

         São elas, fugas cotidianas, fugas heróicas,

         fugas e mais fugas que nos libertam

         da prisão do cotidiano, do educado, do civilizado. 

         Por isso um brinde às fugas.

         E prá saudar ainda mais essas fugas

         deixo as sombras, acendo a luz e vou dormir.

         Ou dormir não será também fuga da insônia?

 
 

Escrito por Baxo às 06h05
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No canto do meu canto sempre há um encanto.

www.e-zine.entrepalavras.com.br

O estar meio deprimido com esse período de festas não é pelo visto algo inerente a minha depressão. Mas sim perpassa por várias pessoas. E isso aliás olhando coisas que escrevi há tempos onde não estava depre e sim num momento singular e feliz da minha vida também esse período se caracteriza por esse banzo que estou. É lógico que isso com força maior em especial este ano porque de um lado dia 22 é aniversário de meus netos e não vou poder ir(meu genro proibe até que eu veja as crianças, embora tenha " autorizado" uma vez a semana passada. Junte-se que normalmente eu passava o Natal com minha filha e genro e cia.limitada.Embora o Natal não tenha sentido especial por ser ateu e a toa o encontro era um momento importante. Depois no dia 1 de janeiro deste ano tive uma discussão com minha ex-namorada(nunca ex-paixão) que no fim ia redundar em nossa separação logo depois (a discussão aqui foi pelo fone justamente porque íamos nos " casar " e eu queria passar o fim do ano junto com ela...No fim foi um mal entendido com consequências tristes e que continuam sendo tristes.Mas tentando ainda repensar esse se sentir meio fora, flutuando sobre mim mesmo, é que escrevi tempos atrás O CHORO E AS VELAS (vide abaixo).Mas vamos lá...tentando desesperadamente fazer nosso outubro de homem...porque isso não se dá numa idade cronológica mas sim a todo dia da existência. E antes de finalizar vouj começar a colocar aqui poesias eróticas que escrevo, poesias como as que já tem aqui e também textos teóricos de economia, sociologia...escritos por mim em diversos momentos de minha vida seja acadêmica ou não.Valeu!!!

Escrito por Baxo às 05h23
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12/12/2005


http://www.e-zine.entrepalavras.com.br

Agora prometo...vou começar a escrever sempre aqui...para inclusive que as pessoas que gosto, naquele repente/concreto do amar,possam ver pelo menos o que estou fazendo...mesmo que seja nada...Mas convido a todos para visitarem o site acima que coloquei como link...beijus.

Escrito por Baxo às 23h36
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15/06/2005


POESIA AUSENTE

POESIA AUSENTE

Humberto Amancio® 

        

Onde está escondida neste momento a poesia?        

Não a vejo, como nunca a vi.        

Mas este momento é diferente.        

Tão diferente que não a quero ver;        

quero tê-la como uma amante.        

Eu a busco e não encontro.        

Terá ela outros encontros        

que não os que ela nunca marcou comigo        

ou apenas é o seu próprio desdém        

a alguém que nunca foi alguém        

a não ser um delírio de procura        

de uma poesia ausente como a própria vida.


Escrito por Baxo às 12h44
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11/06/2005


OÁSIS
Humberto Amancio®
 
Sim eu poderia abrir as portas!
mas eu prefiro me abrir
e fechar as portas
e das janelas me ver
só perdido no deserto
e reencontrar um mundo decomposto:
o mundo perdido nos gestos e nas gentes
em um oásis de mim.
E nesse oásis sonhar
com as odaliscas da vida
e o apelo do humano em mim
num insano sentir erótico.
Abstrato como a própria vida.
 
MAS AGORA É SEXTA A TARDE E EU DORMI.NÃO QUERIA MAS DORMI.E AO ACORDAR ME DEPAREI COM O VIVER E LEMBREI DESSA POESIA MINHA.ACHO QUE MUITO MAIS QUE ABRIR AS PORTAS PARA QUE ENTREM TODOS OS INSETOS(CAETANO DISSE,BETANIA CANTA) É PRECISO QUE TENHAMOS A CAPACIDADE DE NOS ABRIR,NOS PERDER NO DESERTO,ENCONTRARMOS NOSSO VERDADEIRO OÁSIS.DEPOIS TUDO ESTARÁ ABERTO.MAS ISSO IMPLICADA NA DISTÂNCIA DO EU.ESSE EU MASSACRANTE QUE NOSSA CULTURA INSISTE EM NOS FAZER ACREDITAR QUE EXISTE.ESSE EU SOCRÁTICO E NÃO DIONISÍACO.POR ISSO ME PERCO NO DESERTO E NAS ABSTRAÇÕES. ME AFASTAR DO EU É FUNDAMENTAL PARA QUE DE UMA FORMA DIONISÍACA POSSA SER ENFIM HUMANO.ONDE AS SENSAÇÕES ME DOMINEM E ME TIREM DE MIM PARA PODER SER VERDADEIRA E DEMASIADAMENTE HUMANO.A CHAVE DO QUE A CULTURA PODRE DO OCIDENTE DESDE OS SOCRÁTICOS TEM ESTÁ NESSE ROMPIMENTO QUASE UTERINO COM ELA.E NESSE SENTIDO COM O EU. RETORNEMOS A DIONÍSIO E SAIBAMOS NOS UNIR: APOLÍNEOS SIM.MAS DIONISÍACOS TAMBÉM.E ACIMA DE TUDO. SCHOPENHAUER PERCEBEU ISSO. NIETZSCHE AVANÇOU...E NO FIM DE TUDO CONTINUAMOS COM MEDO DO SUPER-HOMEM. E MAIS AINDA PORQUE ELE NA VERDADE É COMUM. NOSSO SONHO IRREALIZÁVEL NA REALIDADE É SERMOS COMUNS.IRREALIZÁVEL AQUI NO SENTIDO DE SEMPRE PERMANECERMOS COM O EU.E SÓ SE REALIZARÁ QUANTO MAIS NOS AFASTEMOS DO EU.BEM ACHO QUE ESTÁ AÍ UM POUCO DO QUE ME MOTIVA NO KUT,NO CAFÉ E NA VIDA. POR ISSO AMO E FALO,ME APAIXONO E FALO.AS VEZES ISSO ASSUSTA OU FERE.MAS...UM LINDO FIM DE SEMANA PLENO DE AMOR.PORQUE PARA TODOS NÓS A PAIXÃO É  O SENTIDO EXATO DO EXISTIR E DA POSSIBILIDADE DE ROMPER.
BEIJOS EM TODAS.(OS).

Escrito por Baxo às 06h57
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20/01/2005


A VIDA...E O CHORO

Faz 1 ano que não escrevo aqui...acho que nesse ano tudo continuou uma idéia...mas de repente no dia 1 deste ano essa idéia se tornou a idéia do fim, da dor....Talvez digam que tudo o tempo cura, que o tempo passa. Mas como diz o Drummond para quem está apaixonado de verdade o tempo não passa não..e hoje no fim estou sem vontade alguma de escrever...apenas deixar que a dor fique em mim e senti-la...talvez a exaustão da dor me leve a sobrevivência e apenas isso....20/01/2005

Escrito por Baxo às 07h55
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14/02/2004


A IDÉIA

 

A idéia surge nebulosa numa tarde idem.

Dividido entre o eu de fora e o eu de dentro

esse ser inexistente e a vontade de ser alguém

em movimentos lentos e trêmulos,

pensamentos desconexos e profundamente dialéticos

e rebelde como um rebento

a idéia desobediente da razão foi surgindo cartesiana.

E está saindo o que podem ser algumas poesias.

Algumas por  exemplo já estavam fora do baralho

Minhas poesias,

essas lentas disgressões sobre algo

que na realidade nem poesia deveriam ser,

embora me recuse a ver na rima ou mesmo nas regras

estabelecidas a possibilidade de poesia,

nascem nesse momento imenso do existir

e nas madrugadas loucas e bêbadas

onde os bandolins tocam a marcham do adeus

enquanto as putas dançam o can-can-cão

Escrito por Baxo às 23h45
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A IDEÍA (CONT)

Mas nelas não há mais nenhuma emoção

apenas a ânsia de vômito e a vontade de ser poeta,

embora nunca o tenha sido

e a dessemelhança

da letra que nunca percorreu o papel.

Por isso a idéia foi crescendo

errática e lunática como que presa num labirinto

projeto inacabado e que um dia será idéia

se acabando em samba na avenida.

E eu me repartindo cada vez mais

eu, justamente eu, que gosto de ficar

no meu canto como voyeuer olhando as meninas

com suas pernas bonitas, seios redondos e cabelos grandes.

Mas numa dessas ressacas morais,

onde impera a idéia nunca a razão ou a emoção

Escrito por Baxo às 23h44
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      IDÉIA (CONT.)

 

 

 

ela se impôs como uma série de idéias e cantos,

idéia provisória como sempre,

 mas a cada momento mais definitiva

e portanto eis-la aqui,

 incompleta,

 mas realizada como idéia

e não como concreto.

Como um dia te disse,

enquanto a paixão corria solta nos cantos de nossas bocas,

as idéias que da vida tenho

são como as paixões com que me conquisto:

são idéias e são reais.

Mas não são nunca concretas.

Porque de concreto só esse tesão e esse amor por você

que fazem dessa idéia ser algo como uma canção

colorida como devem ser as flores que brotam de nós.

                                             

Escrito por Baxo às 23h42
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10/02/2004


O CHORO E AS VELAS

 

                      O CHÔRO E AS VELAS

 

    Em todo caso há sempre um grito parado no ar. Um grito impotente, mas ao mesmo tempo um grito libertador como se fora um grito primal. Primal não no sentido de libertação do útero materno que não era a prisão, mas a liberdade plena. Mas primal no sentido de ser o nosso primeiro e constante grito de libertação do mundo que nos rodeia.

    Nesse sentido o grito primal assume dois aspectos: de um lado o choro sentido da liberdade perdida do útero materno é só nosso e ao mesmo tempo o grito de guerra de todos nós que somos poucos de buscar essa existência livre na vida já  não mediada mais pelo útero, nem pela mãe. Mas pelo útero do mundo. Pelo útero de nossa existência.

    Esse grito transgredindo todas as regras é na verdade nosso primeira e efetiva libertação diária. Se ao longo da vida ele vai se plasmar como uma série de gritos constantes ou se tornar simplesmente o silêncio contagiante da mesmice cotidiana da aceitação do útero como inevitabilidade da qual não poderíamos fugir eu não sei.

    Porque o útero materno e o útero da vida representam sempre a liberdade e a prisão. Por isso nosso grito primal é ambíguo: aos mesmo tempo que é choro é um manifesto de liberdade. Cabe a partir daí a nós e a todo momento escolhermos: o choro e a vela ou a liberdade e as caravelas.

                                       

                                        HUMBERTO AMÂNCIO

Escrito por Baxo às 20h30
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CONT. O CAMINHO DA LIBERDADE É A PRÓPRIA LIBERDADE

Por isso e por saber isso levantamos poeira, afundamos os relógios, somos a margem de um mundo marginal ao homem.

    E ao ter que ir...sabemos que não há  caminhos únicos. Apenas ir.

E estamos indo...diferentemente. E sabendo que o homem, mundo humano não marginal a si mesmo, está  longe de nós. Mas que estamos mais próximos, objetivo inacessível, do que o simpático mundo, odioso, que está  indo por aí.

    Vamos... diferentemente, mas todos procurando ir. Porque temos que ir. E encontrar não o que queremos, mas a coragem de prosseguir. 

Uma coragem que essa diferença de caminhos às vezes acentua, outras vezes dá  medo. Mas tentando ser a cor do medo, a coragem, o caminho. Ser busca incessante e cor - ajo de coragem de continuar perseguindo esse todo - um que nunca acharemos.

    Vamos...em frente. Temos que ir...em frente.

    Que o dia de hoje, mais um dia que temos que ir, seja o lugar mais uma vez, felizmente, que nossos caminhos se cruzem e se busquem.

 

                               Para Manoel

                          Salvador/19/07/1980.

 

 

Escrito por Baxo às 20h29
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"O CAMINHO DA LIBERDADE É A PROPRIA LIBERDADE" (BAKUNIN)

 

E parodiando ou não, o caminho de nós mesmos ‚ nós mesmos. As vezes me pergunto se o caminho não ser  tão difícil ou interrompido que, aquilo que nos parece como algo já  feito, não passou até agora de um obstáculo no meio do caminho, uma pedra não drummoniana.

    Por isso as respostas me parecem vazias. Ora, mais adiante, me parecem plenas. E sem querer vamos nos compondo de ausências e presenças, medos e certezas, amor e desamor, viagens e estadias.

    E mais que todos, mais que tudo o que pensamos, pensaremos ou conseguiremos pensar, somos um acúmulo de erros passados, um monte de incerteza de nós, perguntando sobre outubro, querendo saber de Maio. E em tudo isso a pergunta angustiante que Egberto me faz em Sapain: será  que ouviríamos Sapain de forma mais simples, num imenso palácio de pinturas?

    Somos por demais presos para que sejamos o instrumento. Mas somos, ao mesmo tempo, soltos demais para que não queiramos pelos menos tentar ser, senão o instrumento, pelo menos o entendimento dele.

    Por isso ouvimos Egberto, às vezes, em êxtase: ele é nosso processo de a - cultura - ação inversa solto no mundo. E tal como nós não é o instrumento, mas a compreensão In - poética disso tudo. E tudo isso vai compondo nossa coragem infinita e nosso medo eterno. O mesmo em dois a se combater se unindo em nós. O medo, sabemos bem, nunca superaremos. Por isso é vital não perder a coragem, aquela vontade louca de rasgar, às vezes, toda nossa carne e soltar as entranhas estranhas no mundo.

    E daí...essa coragem louca de não saber nada além do que saberemos amanhã, nada além do que não saberemos amanhã e só no depois, no próprio saber de nossa loucura. E nossa loucura questiona tudo, mais que tudo a nós.

    Somos a pergunta sem resposta, a busca incessante de algo que, sabemos, nunca encontraremos na sua plenitude, mas que temos que buscar plenamente.

    Temos que ir. Sempre teremos que ir. E essa prisão também nos liberta, senão da realidade, pelo menos de nossas dúvidas em ir. Porque não pode haver dúvidas: temos que ir.(CONT)

   

Escrito por Baxo às 20h28
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TEXTOS ESPARSOS

                 LABIRINTO                              1981

 

"A IDÉIA DE UMA CASA FEITA PARA QUE AS PESSOAS SE PERCAM TALVEZ SEJA MAIS EXTRAVAGANTE QUE A DE UM HOMEM COM CABEÇA DE TOURO. MAS AS DUAS SE AJUDAM E A IMAGEM DO LABIRINTO CONVÉM A IMAGEM DO MINOTAURO. FICA BEM QUE NO CENTRO DE UMA CASA MONSTRUOSA HAJA UM HABITANTE MONSTRUOSO"

             JORGE LUIS BORGES/MARGUERITA GUERRERO

                 In "O LIVRO DOS SERES IMAGINÁRIOS"

 

O labirinto não é simplesmente uma idéia estética. É antes de tudo o retrato de uma geração que viveu e ainda vive todas as saídas e não tem sequer uma Ariadne para arranjar um cordão para acompanhar na entrada. Inclusive porque o labirinto é o  próprio retrato visual da condição humana. Mas não  há  nenhum Dédalo a construi-lo nem um minotauro à espreita. Simplesmente somos nós os Dédalos e ao mesmo tempo nossos próprios minotauros.

    E uma vez dentro dessa casa de perdição já  não temos mais saídas. Porque não temos entradas atrás de nós. Toda vez que ocupamos um novo espaço, fechamos o espaço anterior. Nesse sentido somos mais perfeitos que Dédalo e mais monstruosos que o Minotauro.

    Na realidade a única vez em que saímos de um labirinto ‚ quando fomos paridos(e talvez, na maioria de nós, contra a vontade).

    A partir daí o que fizemos foi simplesmente ir construindo labirintos cada vez mais complexos e perfeitos. E a cada pretensa Ariadne(seria um nome bonito para Cristo, Marx, Bakunin, Exu, maconha, etc...ou até‚ mesmo uma excelente marca da cachaça) matávamos a anterior e enterrávamos na parede que tínhamos acabado de fechar.

Característica própria de uma e só uma geração? Não! Como retrato da condição humana o labirinto é a própria existência de todos nós. A única diferença talvez - e isto ‚ bem condicional- seja a preocupação com a condição humana existente entre nós: busca incessante e inútil de uma existência não labirintítica. Talvez na tentativa tenhamos ficado todos com labirintite. Não sei.

Em todo caso a resposta seja qual for ,é inevitável perguntar: "Será  sempre assim?" e simplesmente nos assumirmos enquanto essa geração. E como tal gritar dentro do labirinto: NÃO!!!E dizer, mesmo que transformados em Dédalos e minotauros, que ainda, utópica e inutilmente, talvez possamos construir um mundo, um homem não labiríntico...


                   

       

 

Escrito por Baxo às 20h26
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15/01/2004


NO PRIMEIRO MOMENTO CRIA-SE A VIDA

No primeiro momento a vida se faz num mar de ironias. Ironicamente tal como a vida surgiu da água surgimos também da água. Na maioria das vezes acredito que contra a nossa própria vontade. Mas o ter que ir da vida nos faz saltar da água e esse primeiro rompimento com o choro (duplo: o da perda da água e o do ganhar a existência) nos coloca num mundo onde o primeiro momento é do amor que recebemos dos que nos cercam. Ou seja: frutos de um ato físico (nem sempre do fazer amor) nos defrontamos no mundo outra vez com o amor. Um amor que irá nos acompanhar a vida inteira. E que no decorrer dos dias vou colocando aqui. E espero que quem acessar ajude nesse construir um blog onde o amor e a vida sejam discutidas em sua amplitude sem ter a ousadia de tentar esgotar seja o que for. E só é possível se equilibrar no amor. Por isso vivo em estado de amor.

Escrito por Baxo às 21h10
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